AXIXÁ – Serra do Estrondo: Ponto turístico esquecido pelo poder público

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Depois de muitos anos na região do Bico do Papagaio e ouvindo falar da Serra do do Estrondo, resolvi conhecer esse ponto turístico de Axixá do Tocantins. De início assusta um pouco, seguindo por uma estrada de terra sem nenhuma infraestrutura onde os carros e motos são deixados em vários pontos não específicos e o restante do percurso é feito a pé.

Até aí tudo bem, então chegamos a uma escada que, segundo me foi informado, contém 212 degraus e já está bastante danificada pelo tempo. Essa escada nos leva ao topo da serra. Antes temos um Cruzeiro, que é o ápice da caminhada para os frequentadores, em especial católicos, que conseguem chegar até lá, pois alguns desistem antes mesmo do início da escada. Encontrei pessoas voltando por não conseguirem chegar ao topo.

Para ir até a cruz, é preciso passar por um penhasco muito perigoso e sem nenhuma orientação de profissionais para minimizar os riscos de acidentes, já que não há socorristas caso alguém se desequilibre e caia de uma altura de 400 metros ou mais, apesar de não existir registro de acidentes nos últimos anos.

Alcançando o topo, com uma vista espetacular, a gente esquece dos riscos. Uma natureza exuberante com bastante vento, um local ideal para acampar, descansar, recarregar as baterias e voltar, lembrado que em certas temporadas pode-se voltar voando, já que a serra é qualificada como uma das melhores pistas do Brasil para voos de parapente.

Ao caminhar pelas trilhas, encontrei também uma questão preocupante. Alguns visitantes, talvez por falta de orientação do setor de turismo da prefeitura ou do estado, estão deixando lixo no local e isso pode comprometer a beleza do lugar. Portanto, é preciso ter cautela ao subir a serra com muitas embalagens plásticas, não esquecendo de trazer de volta o que foi levado.

Acredito que os órgãos públicos deveriam de alguma forma designar pessoas qualificadas para orientar os visitantes, na subida da Serra, para minimizar os riscos de acidentes e aumentar o fluxo de turistas no local. No dia da minha visita conferi mais de 20 carros, além de várias motos ao pé da serra.

Encontrei casais com crianças de colo subindo a serra e que nunca tinham ido lá, portanto não conhecem os riscos, já que esse local não é adequado para os pequenos devido à subida e descida das escadas.

Deixo então minha sugestão para o poder público quanto a providências para evitar danos ao meio ambiente e aos turistas que visitam o lugar.

*José Erivaldo Barros é professor, especialista em Comunicação e geógrafo morador de Augustinópolis.